Reforma Tributária no SAP

CBS · IBS · LC 214/2025

Reforma tributária no SAP, passo a passo e sem complicação

Simuladores, fluxos e lançamentos contábeis que mostram, na prática, como cada mudança da reforma chega ao SAP e aos sistemas ao redor dele. Informe o seu ambiente ao lado e todo o conteúdo se ajusta à sua realidade: transações clássicas ou apps Fiori, o nome da empresa e os sistemas que você usa.

Seu ambiente

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Nomes de apps Fiori conforme a SAP Fiori Apps Reference Library. Apps Fiori conforme a lista exportada da SAP Fiori Apps Library, com o ID de cada app. Quando o equivalente não consta na lista, aparece a transação com a marca "app Fiori a validar".

01 · Notas de débito e crédito

Simulador de ND/NC

Escolha o tipo de nota, informe os valores e veja, passo a passo, como a nota e o financeiro se contabilizam. A nota fica só no fiscal; pagar e receber seguem no financeiro.

Lançamentos

    Razonetes

    Saldos acumulados até o passo selecionado. Em destaque, o lançamento do passo atual; (sd) é o saldo que já existia.

    Reflexo na apuração

    02 · Formas de extinção do débito

    Split Payment e RAD

    A LC 214/2025 prevê quatro formas de recolhimento que convivem entre si: pagamento pelo vendedor, split payment, compensação com créditos e recolhimento pelo adquirente (RAD). Esta página mostra as duas que mudam o fluxo financeiro no SAP. A troca de arquivos com os bancos costuma passar por uma VAN bancária.

    Split Payment

    • Início em 2027, só entre empresas do regime regular (B2B), opcional a cada transação.
    • O banco segrega a CBS e o IBS na liquidação e repassa ao governo; o vendedor recebe o líquido.
    • Arranjos: boleto, Pix e transferências (TED/TEF).
    • O vínculo entre a nota e o pagamento é obrigatório: chave da NF-e na transação ou grupo YC / evento 110300 (NT 2026.006).

    Modelos do split

    InteligenteSuper Inteligente
    Quem iniciaPagadorRecebedor
    ArranjosTED, TEF, Pix estáticoBoleto, Pix dinâmico e automático
    Valor segregadoO informado, sem correçãoO governo pode corrigir ou reduzir até a baixa

    Correção a maior só até 00:30 do dia seguinte à emissão; depois, só redução.

    Fluxo do split no boleto

    Venda com NF-e emitida antes do boleto. Em destaque, o retorno do Super Inteligente.

      Lançamentos do split

      Valores simbólicos editáveis. Alterne entre a visão de quem vende e de quem compra.

      Recolhimento pelo adquirente (RAD)

      O comprador recolhe a CBS/IBS da nota por guia e paga ao fornecedor só o líquido. O débito do fornecedor é extinto e o crédito do comprador é liberado, sem depender de o fornecedor recolher. Funciona como alavanca para destravar crédito; não faz parte da fase 1 do split.

        Lançamentos do RAD

        03 · Apuração

        Apuração assistida

        A Receita Federal e o Comitê Gestor montam a apuração a partir dos documentos fiscais e das formas de extinção do débito. O contribuinte revisa, regulariza e paga o saldo.

        Regras que mudam a rotina

        • O crédito só é liberado quando o débito da etapa anterior é extinto: é regime de caixa, não mais a nota de entrada.
        • Não existe retificação: divergências se corrigem só por NC, ND e eventos.
        • CBS e IBS têm trilhas separadas: um não compensa o outro.
        • Em 2027 a CBS é contabilizada de verdade; o IBS só a partir de 2029.
        • {Fis} é alimentado por {in} (entradas) e por {out} (saídas): as duas pontas precisam estar calibradas de forma idêntica.

        Formas de extinção do débito

        • Split payment: segregado na liquidação financeira.
        • Compensação: com créditos liberados do período.
        • RAD: recolhido pelo comprador.
        • Pagamento: guia do saldo remanescente.

        Fornecedores do Simples Nacional

        A partir de 2027, o optante do Simples escolhe como recolher IBS e CBS. A escolha dele muda o crédito que {emp} recebe na apuração, por isso o regime de cada fornecedor precisa estar certo no cadastro.

        Simples totalSimples híbridoRegime regular
        IBS e CBSDentro do DAS, com os demais tributosFora do DAS, apurados como no regime regular; IRPJ, CSLL e CPP seguem no DASApuração própria
        Na notaInforma o valor recolhido pelo SimplesDestaca IBS e CBS integraisDestaca IBS e CBS integrais
        Crédito de {emp}Limitado ao que o fornecedor efetivamente recolhe no DASIntegralIntegral

        O que muda na apuração

        • Duas compras de mesmo valor podem gerar créditos diferentes, conforme a opção do fornecedor.
        • O custo de compra e a comparação entre fornecedores precisam considerar o crédito líquido, e não só o preço.
        • Emitentes do Simples passam a ser obrigados a informar o grupo IBS/CBS na NF-e em 04/01/2027 (NT 2025.002).
        • A opção do fornecedor pode mudar: o cadastro precisa de revisão periódica.

        Ajuste no cadastro do BP

        • Registrar a opção de cada fornecedor (Simples total, Simples híbrido ou regime regular) no campo de regime tributário do BP, nos dados fiscais do Brasil: .
        • É esse campo que orienta a determinação do imposto e o crédito esperado na entrada.
        • Na captura via {in}, conferir o regime informado no XML com o do cadastro e tratar divergências antes da escrituração.
        • Começar pelos fornecedores de maior volume de compras.

        Fluxo da apuração

          Modelo de contabilização do fechamento

          Valores simbólicos de um mês de CBS. Os saldos iniciais (sd) vêm do faturamento, das compras e dos recebimentos com split do mês.

          04 · Cadastro

          CNPJ alfanumérico

          Novas inscrições no CNPJ passam a combinar letras e números nas 12 primeiras posições. Os dois dígitos verificadores seguem numéricos, e os CNPJs existentes não mudam.

          O que muda

          • Vale para CNPJs emitidos a partir de julho de 2026 (IN RFB 2.229/2024).
          • Os DF-e aceitam o novo formato desde julho de 2026, e a chave de acesso passa a carregá-lo.
          • Os dois formatos convivem: todo sistema precisa aceitar ambos.

          Onde o SAP é afetado

          • Cadastro de clientes e fornecedores: validação e máscara do CNPJ ().
          • Desenvolvimentos Z que tratam o CNPJ como número.
          • Arquivos bancários (CNAB), boletos e Pix.
          • Sistemas ao redor do SAP que trafegam CNPJ ou chave de acesso: {in}, {out}, {fis}, VAN bancária e sistemas satélites (crédito, despesas, portais).
          • Teste regressivo dos cenários fiscais e dos campos Z que usam CNPJ.
          • Nota líder da SAP: 3714871.

          05 · Recebíveis

          Duplicata escritural

          A duplicata passa a existir só em registro eletrônico, numa registradora autorizada pelo Banco Central. Quando o vendedor negocia o título, o credor muda, e o comprador precisa pagar o novo titular. No SAP, isso é feito pelo recebedor alternativo.

          Marcos

          • Produção assistida com as registradoras no 2º semestre de 2026.
          • Obrigatoriedade para grandes empresas em junho de 2027 e para médias em dezembro de 2027.
          • Cada duplicata referencia a chave da NF-e.
          • O sacado passa a manifestar aceite ou recusa.

          Por que o recebedor alternativo

          A dívida continua com o fornecedor original, mas o pagamento vai para quem detém a duplicata. O recebedor alternativo troca só o destino do dinheiro, sem trocar o fornecedor do título. Pagar ao fornecedor original depois da cessão é pagar errado, com risco de pagar duas vezes.

          Como funciona, segundo o Banco Central

          Ciclo completo da duplicata escritural entre comprador, fornecedor, registradora e financiador. Ao lado, onde cada passo toca o SAP.

          Infográfico do Banco Central: 1 compra e venda; 2 emissão do documento fiscal eletrônico; 3 escrituração e registro da duplicata; 4 disponibiliza a duplicata; 5 aceite ou recusa do comprador; 6 agenda para financiadores; 7 financiador negocia com o fornecedor; 8 formaliza a negociação e disponibiliza recursos; 9 notifica o comprador; 10 comprador paga no novo domicílio; 11 financiador recebe a prazo.
          Fonte: Banco Central do Brasil (BCB), infográfico "Duplicatas escriturais: como funciona".

          Passos do BCB no SAP

          Fluxo com troca do recebedor

          Visão de {emp} como comprador. Arquitetura recomendada: {in} é o único ponto que atualiza o recebedor no SAP, e a VAN bancária atua só como portal do fornecedor. Em destaque, o passo que mexe no SAP.

            Configuração no SAP

              Controles recomendados

              • Bloqueio de pagamento (ex.: tipo D) como marcador de elegibilidade; um job D-2 libera o título quando a duplicata é aceita.
              • Só títulos com duplicata escritural emitida seguem para a VAN bancária.
              • Consulta à registradora antes de cada proposta de pagamento.
              • Trilha de auditoria de toda troca de recebedor.
              • Com split: forma de liquidação 1 (total sem split), 2 (total com split) ou 3 (líquido sem split), no CNAB 240 v11.

              06 · Novidades

              Atualizações SAP

              Entregas e notas da SAP para a reforma. A nota mestre 3561376 é atualizada continuamente e deve ser a primeira consulta. Atualizado em 28/09/2026.

              07 · Linha do tempo

              Cronograma até 2033

              Marcos legais e operacionais da transição. A barra mostra o peso do sistema antigo (ICMS/ISS) e do novo (IBS) em cada fase.